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Ciro Nogueira tentou aumentar limite do FGC para R$ 1 mi

Em decisão que culminou em cumprimento de mandado de busca e apreensão contra o Ciro Nogueira (PP-PI), nesta quinta-feira (7), o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), detalhou que investigações da Polícia Federal apontam que o parlamentar teria tentado aumentar o limite do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para R$ 1 milhão, visando favorecer o Banco Master.

Segundo o texto, a Emenda nº 11 à PEC 65/2023, que propunha a extensão do fundo — apresentada pelo parlamentar ao Senado —, teria sido elaborado pela assessoria do banco e reproduzida integralmente pelo parlamentar. A proposta ainda tramita nas comissões do Congresso.

A PF descreve, em relatório enviado a Mendonça, que interlocutores do banco afirmaram que a medida “sextuplicaria” o negócio do Master e provocaria “hecatombe” no mercado.

Apurações da corporação indicaram, ainda, que esse não teria sido um episódio isolado. Em novembro de 2023, Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, teria ordenado a retirada de envelopes que conteriam minutas de projetos de lei da residência do senador.

Os textos teriam lido levados para uma “revisão” do banqueiro e, em seguida, entregues, já processados, a servidor vinculado ao parlamentar. Ainda segundo o relatório, Vorcaro teria instruído ao servidor “para que o motorista não consiga vincular o transporte do documento ao parlamentar” e para que “o envelope utilizado não faça referência ao Banco Master”.

A representação policial também aponta que o senador estaria recebendo benefícios do antigo dono do banco, inclusive o pagamento mensal de R$ 300 mil.

Senador é alvo de busca e apreensão

Nesta manhã, a PF cumpriu dez mandados de busca e apreensão em mais uma fase da Operação Compliance Zero, que investiga o esquema financeiro envolvendo o liquidado Banco Master. Entre os alvos está o senador Ciro Nogueira.

As ações foram realizadas no Piauí, São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal. Além das buscas, também foi cumprida a prisão temporária, em Minas Gerais, do primo de Daniel Vorcaro, Felipe Cançado Vorcaro, e uma decisão judicial para o bloqueio de bens, direitos e valores dos investigados, no valor de R$ 18,85 milhões.

Procurada, a equipe do parlamentar afirmou não tem posicionamento sobre o caso por enquanto. O espaço segue aberto para manifestações.

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